A andarilha nua

Publicado por on out 19th, 2009 Arquivado em Dr. Pedro Paulo Filho. Voc pode seguir qualquer resposta desta noticia atrav do RSS 2.0. Comente

Mocão, que assina o nome de Isac Gerônimo dos Santos, homem que não mente, contou uma história meio esquisita, mas sobre a qual não se pode botar dúvida.
Contou o fato e deu quatro testemunhas, isto é, matou a cobra e mostrou o pau.
No dia 27 de novembro de 1.978, ia ele dirigindo-se á cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, onde, como empreiteiro de obras, estava construindo uma casa para o senhor Antonio Fernandes.
Na sua caminhoneta levava as seguintes pessoas: José Carlos, vulgo “Zé Fumaça”, Anacleto Pereira, conhecido como “Anacletinho, José Domingos e Benedito André.
Saíram cedinho de casa e começaram a empreender viagem.
Desceram ao Vale e pegaram a estrada que demanda a cidade dos peixes e camarões.
Mocão e sua comitiva, constituída de 4 pessoas, que, no nosso caso, passam a ser 4 testemunhas.
Gente direita, gente que não mente; gente humilde, mas trabalhadora, e porque humilde, insuspeita e insusceptível de descrédito.
Passaram por São Luiz do Paraitinga.
Depois de São Luiz do Paraitinga, entraram num desvio.
Eram precisamente 5:45 horas da madrugada; gente trabalhadora acorda cedo e á essa hora, já está demandando para o trabalho.
Depois que entraram num desvio, passaram por uma fazenda, e saindo da fazenda, ingressaram num retão longo.
Uma reta de quase três quilômetros.
Todo mundo aboletado dentro da camioneta do Mocão, o Anacletinho, o Zé Fumaça, o José Domingos e o Benedito André.
A caminhoneta desenvolvia cerca de 80  quilômetros por hora naquela reta comprida; lógico, 80 é o permitido,ou pelo menos é o que jornais e rádios dizem ao povo para correr – não pode correr mais de 80 km/hora, mas 80 é permitido.
De repente, o Mocão viu á beira da estrada alguém agachado, como se estivesse colocando gravetos á beira da estrada.
Até aí tudo bem!
À medida que o veículo aproximava-se, a pessoa á beira da estrada, começou chamar a atenção.
__ Não é possível! – disse o Mocão
O Zé Fumaça exclamou:
__ Será o Benedito?
Era uma moça de mais ou menos 20 anos de idade.
Loura e bonita, com cabelos atirados para trás.
Vinha andando pela beira da estrada, como se estivesse passeando, despreocupadamente.
Um detalhe, nos pés, um chinelo.
À cintura, uma corda amarrada.
O Benedito André com os olhos esbugalhados, esfregando-lhes e disse:
__ Vocês estão vendo o que eu estou vendo?
Todo mundo ficou em silêncio.
__ A moça era realmente muito bonita.
Bronzeada do sol, inteiramente e curvilínea
O Mocão não sabia se brecava ou parava.
__ Breca! Breca! _ gritava a turma.
A Caminhoneta do Mocão ultrapassou a loura nua, mas como a turma começou a gritar __ Para! Breca! O Mocão, que já estava meio perturbado, parou.
Parou um pouco adiante.
Deu marcha á ré.
A moça não deu nem bola, continuou caminhando á beira da estrada, como se estivesse desfilando na Rua Barão do Itapetininga.
Só com a roupa que Deus lhe deu, ou melhor, chinelos nos pés e cordinha amarrada á cintura.
Desceram da caminhoneta, todo mundo meio estupefato.
Ninguém falava nada.
Silenciosos, todos falavam com os olhos.
__ Mas, não é possível, disse o Zé Fumaça.
__ Será que é gente de outro mundo, pessoa de outros espaços? __ perguntou o Mocão.
Mas a moça nua já ia se distanciando.
Subiram no carro e deram outra marcha á ré, para se aproximarem da formosa andante.
A loura nem olhava para trás, caminhava gostosa e folgadamente.
Loura, bronzeada e de olhos puxados, dizem eles.
Aí o Mocão perguntou prá turma:
__ Como é turma vamos seguir viagem?
O Anacletinho queria continuar dando marcha á ré.
__ Cruz credo!__ disse o Zé Domingos, isso é gente do outro mundo, vamos embora gente!
__ È gente de tripulação de disco voador __ arriscou Benedito André.
__ Que disco voador, coisa nenhuma! Disse Mocão. È já que lá na frente, vão aparecer uns caras com uns “berros” na mão, faca na cinta e espingarda dependurada nas costas. Vamos gente, vamos depressa!
Subiram na caminhonete, meio abobados, e tocaram a viagem prá frente e nem o Mocão ou o Zé Fumaça, nem o Anacletinho ou o José Domingos, e tampouco o Benedito André, quiseram arriscar um palpite.
__ Quem seria aquela loura bonita, de olhos puxados, cabelos atirados para trás, que caminhava nua na beira da estrada que sai de São Luiz do Paraitinga para Ubatuba?
Uma perturbada mental ou uma marciana?
As marcianas e as pessoas loucas não são bonitas! Não é possível.
Seria um chamariz para um assalto logo adiante? Mas, um assalto contra 5 trabalhadores? Não é possível!
Pode também ser uma sem-vergonha! E bonita!

Mocão, que assina o nome de Isac Gerônimo dos Santos, homem que não mente, contou uma história meio esquisita, mas sobre a qual não se pode botar dúvida.

Contou o fato e deu quatro testemunhas, isto é, matou a cobra e mostrou o pau.

No dia 27 de novembro de 1.978, ia ele dirigindo-se á cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, onde, como empreiteiro de obras, estava construindo uma casa para o senhor Antonio Fernandes.

Na sua caminhoneta levava as seguintes pessoas: José Carlos, vulgo “Zé Fumaça”, Anacleto Pereira, conhecido como “Anacletinho, José Domingos e Benedito André.

Saíram cedinho de casa e começaram a empreender viagem.

Desceram ao Vale e pegaram a estrada que demanda a cidade dos peixes e camarões.

Mocão e sua comitiva, constituída de 4 pessoas, que, no nosso caso, passam a ser 4 testemunhas.

Gente direita, gente que não mente; gente humilde, mas trabalhadora, e porque humilde, insuspeita e insusceptível de descrédito.

Passaram por São Luiz do Paraitinga.

Depois de São Luiz do Paraitinga, entraram num desvio.

Eram precisamente 5:45 horas da madrugada; gente trabalhadora acorda cedo e á essa hora, já está demandando para o trabalho.

Depois que entraram num desvio, passaram por uma fazenda, e saindo da fazenda, ingressaram num retão longo.

Uma reta de quase três quilômetros.

Todo mundo aboletado dentro da camioneta do Mocão, o Anacletinho, o Zé Fumaça, o José Domingos e o Benedito André.

A caminhoneta desenvolvia cerca de 80  quilômetros por hora naquela reta comprida; lógico, 80 é o permitido,ou pelo menos é o que jornais e rádios dizem ao povo para correr – não pode correr mais de 80 km/hora, mas 80 é permitido.

De repente, o Mocão viu á beira da estrada alguém agachado, como se estivesse colocando gravetos á beira da estrada.

Até aí tudo bem!

À medida que o veículo aproximava-se, a pessoa á beira da estrada, começou chamar a atenção.

__ Não é possível! – disse o Mocão

O Zé Fumaça exclamou:

__ Será o Benedito?

Era uma moça de mais ou menos 20 anos de idade.

Loura e bonita, com cabelos atirados para trás.

Vinha andando pela beira da estrada, como se estivesse passeando, despreocupadamente.

Um detalhe, nos pés, um chinelo.

À cintura, uma corda amarrada.

O Benedito André com os olhos esbugalhados, esfregando-lhes e disse:

__ Vocês estão vendo o que eu estou vendo?

Todo mundo ficou em silêncio.

__ A moça era realmente muito bonita.

Bronzeada do sol, inteiramente e curvilínea

O Mocão não sabia se brecava ou parava.

__ Breca! Breca! _ gritava a turma.

A Caminhoneta do Mocão ultrapassou a loura nua, mas como a turma começou a gritar __ Para! Breca! O Mocão, que já estava meio perturbado, parou.

Parou um pouco adiante.

Deu marcha á ré.

A moça não deu nem bola, continuou caminhando á beira da estrada, como se estivesse desfilando na Rua Barão do Itapetininga.

Só com a roupa que Deus lhe deu, ou melhor, chinelos nos pés e cordinha amarrada á cintura.

Desceram da caminhoneta, todo mundo meio estupefato.

Ninguém falava nada.

Silenciosos, todos falavam com os olhos.

__ Mas, não é possível, disse o Zé Fumaça.

__ Será que é gente de outro mundo, pessoa de outros espaços? __ perguntou o Mocão.

Mas a moça nua já ia se distanciando.

Subiram no carro e deram outra marcha á ré, para se aproximarem da formosa andante.

A loura nem olhava para trás, caminhava gostosa e folgadamente.

Loura, bronzeada e de olhos puxados, dizem eles.

Aí o Mocão perguntou prá turma:

__ Como é turma vamos seguir viagem?

O Anacletinho queria continuar dando marcha á ré.

__ Cruz credo!__ disse o Zé Domingos, isso é gente do outro mundo, vamos embora gente!

__ È gente de tripulação de disco voador __ arriscou Benedito André.

__ Que disco voador, coisa nenhuma! Disse Mocão. È já que lá na frente, vão aparecer uns caras com uns “berros” na mão, faca na cinta e espingarda dependurada nas costas. Vamos gente, vamos depressa!

Subiram na caminhonete, meio abobados, e tocaram a viagem prá frente e nem o Mocão ou o Zé Fumaça, nem o Anacletinho ou o José Domingos, e tampouco o Benedito André, quiseram arriscar um palpite.

__ Quem seria aquela loura bonita, de olhos puxados, cabelos atirados para trás, que caminhava nua na beira da estrada que sai de São Luiz do Paraitinga para Ubatuba?

Uma perturbada mental ou uma marciana?

As marcianas e as pessoas loucas não são bonitas! Não é possível.

Seria um chamariz para um assalto logo adiante? Mas, um assalto contra 5 trabalhadores? Não é possível!

Pode também ser uma sem-vergonha! E bonita!

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